segunda-feira, março 29, 2004

Sandes com Planta, um copo de leite. O conforto desconfortante de um domingo, a altas horas. Algumas palavras, frutos do silêncio, e névoas-recordações de pessoas que falam comigo por imagem, sem dizer nada. Dizem muito, contudo. Dizem que de vez em quando nos cruzámos, e que de vez em quando nos inteirámos de existências exteriores. Passo dois, interacção, com mais ou menos 'inter'.

A leveza do passageiro, com a sua percentagem de melanco-rotineira ordem das coisas.

Os que percorriam os corredores estreitos mas compridos, oh, nunca mais acabam? Encontro alívio no passado implicado.. Mas figuras marcantes, e momentos dos tais. Os malucos de agora, e os menos malucos, corredores menos estreitos, e agora não interessa o tamanho.. Pouco interessa de facto, só pontualmente se finge. Uns sorrisos momentaneamente dispersantes de restante, umas brisas de bem-estar auto-justificado, e pouco mais. Ainda pequenas ambições grandes, com suspiros pós-sonho. Coisas.

Será para isto que se aprende a aprendizagem? Sanguinária reflexão sem sangue, consanguínea da putrefacção? Ou refinado baú de ouro, jóias, estética consciente de inconsciência? E dou por mim no erro do porquê.

Respostas sem fórmula é inimigo na tecelagem do caótico simples que somos.

Então porquê que as procuro?